domingo, 27 de abril de 2014

Morri


Os meus sonhos eram tudo o que tinha.
Mas esvaeceram-se.
Com eles, a minha alma também.
Com eles, morri!

quinta-feira, 17 de abril de 2014

De onde vieste?

Verão de 2013, numa praia algures
(Fotografia da minha autoria. Por favor, não a utilizar sem autorização prévia.)
Querida, a minha alma imortal morreu na noite passada. Hoje, de madrugada, enterrei-a!
Em tempos muito antigos, dos quais não tens memória porque ainda não existias, eu era como tu - tinha fome do passado e sede do futuro; era mãe dos meus medos e filha dos meus sonhos. Nasci naquela aldeia de pedra e cresci com as palavras, a poesia...
Tu gostavas das minhas histórias e pedias sempre mais. Ah! Como é bom ser avó!
Hoje, os sinos da igreja estalam por minha causa.
Voei por entre as lusas brumas de um sonho transmontano para te ver. Estás a chorar!
De onde vieste, tristeza, que vejo nos olhos da minha neta?
Sinto os teus pensamentos tão pesados! As lágrimas de hoje são por mim derramadas? Lembra-te que pior do que morrer alguém, é morrer o amor por alguém!
Sei que, depois destas negras nuvens chorarem, a tua eterna e verdadeira felicidade encontrar-te-á. Consigo ver a família que criarás e o sorriso que nascerá em ti sem te aperceberes.
E eu, de te ver feliz, sorri!

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Coração Português, Alma Grega


Heroína com poderes mágicos... O poder do fogo, da água, da terra e do mar. Vinda de poemas sonhados no Coração da Grécia Antiga, é hoje livre no vento e na brisa do cosmos que nos beijam e nos abraçam à luz de ocaso indefinido.
A Costureira de Palavras, que as ia cosendo umas às outras com agulhas de poetisa sonhadora, continua entre nós, na essência da maresia, no azul resplandecente cobiçado pelo  céu e pelo mar e no mistério da mitologia.
Imagino que até o seu último suspiro tenha sido perfeito e tenha libertado consigo uma sinfonia unicamente arrebatadora que o imortalizasse ou o tornasse eterno. Pergunto-me se as suas últimas palavras foram ouvidas pelas estrelas fúlgidas e longínquas que iluminam a abóbada celeste quando o sol descansa.
Com a sua sabedoria, Sophia fechou os olhos, deixando que a sua alma voasse no mundo dos não vivos, para que no nosso, o seu corpo descansasse em paz!