terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Fui 2014. Hei-de ser 2015.


2015...  um ano que certamente vai ser diferente para mim. Não vou criar muitas expectativas porque sei que nunca nada é como planeamos. Em segundos, conseguem trocar-nos as voltas e tudo o que tínhamos em mente até ali foi pura perda de tempo. Não estou a dizer que não devemos pensar o futuro... não é isso! Mas há coisas que podíamos muito bem dispensar do nosso pensamento. E é isso que é difícil para mim - largar pensamentos.

2014 foi, para todos nós, um ano bom e um ano mau. Acontecem coisas melhores que outras... é mesmo assim.

Foi em 2014 que entrei na Faculdade, onde queria e no curso que queria.
Foi em 2014 que provei o sabor de ser caloiro.
Foi em 2014 que fui praxada.
Foi em 2014 que fiz muita figurinha à frente de muita gente, mas que não estava nem aí, porque o importante estava na nossa diversão e companhia, tudo o resto não interessava a ninguém.
Foi em 2014 que comi duas fatias enormes de pizza, sentada na calçada da Praça da República, ansiosa por saber quem seria a minha madrinha.
Foi em 2014 que fui baptizada pela minha madrinha e pelas minhas pseudo madrinhas. Foi neste dia que chorei e chorei de alegria.
Foi em 2014 que tomei banho de água fria.
Foi em 2014 que andei com luvas e gorro, com um sol infernal no dia da Latada.
Foi em 2014 que vagueei pelas ruas de Coimbra com latas agarradas aos pés, a «mendigar» para o jantar com as madrinhas.
Foi em 2014 que comi nabos crus e logo de seguida rebuçados.
Foi em 2014 que aprendi a deixar a vergonha em casa e a cantar, dançar e gritar com toda a minha força pelas ruas de Coimbra.
Foi em 2014 que fui a jantares sem fim, em restaurantes que acabavam surdos, por cantarmos e gritarmos tão alto as músicas do nosso curso.
Foi em 2014 que fiz amigos para a Vida.
Foi em 2014 que me apaixonei pelas Tunas e pela magia que espalham.
Foi em 2014 que conheci gente sem fim.
Foi em 2014 que aprendi a viver por minha conta.
Foi em 2014 que não tive tempo para respirar. Foi em 2014 que me faltou o ar.
Foi em 2014 que alguns problemas surgiram...
Foi em 2014 que me ajudaram e ainda ajudam a dominar o medo e a ansiedade...
Foi em 2014 que me disseram e escreveram para nunca deixar de sonhar, pois nada é «mais nosso e necessário do que as possibilidades de amar e de sonhar»!
Foi em 2014 que me deram as mãos e me sorriram com Vida.
Foi em 2014 que me ofereceram palavras que me fizeram chorar e abraçar com saudade antecipada.
Foi em 2014 que conheci a família que tenho em Coimbra.
Foi em 2014 que dei por mim a amar uma (c)idade que tenho medo de perder.

Será em 2015... que continuarei encantada por Coimbra, a minha nova casa, o berço da minha alma.
Será em 2015 que ... ?

Um bom ano de 2015!

Psicologia


Uma outra área que me tem vindo a suscitar cada vez mais interesse é a Psicologia. Tenho uma cadeira este semestre (Psicologia do Desenvolvimento) e terei outra para o próximo (Psicologia das Relações Interpessoais, se não estou em erro) e estou a adorar! Também tive Psicologia no Secundário, mas só a meio do ano é que nos dedicámos à Psicologia em si, pois tivemos de dar as bases biológicas no início (é óbvio que esta matéria deve ser adquirida previamente para poder prosseguir o estudo...), daí a minha curiosidade ter despertado posteriormente. Para além disso, tenho livros da minha avó, os quais posso considerar umas belas relíquias. 

É a que me dá mais gozo estudar. É como estudar Português... algo incrivelmente fascinante. Não tenho palavras! É um mundo tão natural e tão desconhecido. Está dentro de nós o mistério que procuramos incansavelmente. A origem e desenvolvimento de certas e determinadas patologias é algo que sempre me acendeu aquele bichinho da curiosidade. A esquizofrenia (um tema que abordei no ano passado), por exemplo, é uma realidade ainda tão incompreendida, tão discriminada! 
...
Podia estar a noite toda a comentar casos e até filmes bem conseguidos sobre estes assuntos, mas só conseguiria parar amanhã à noite, por isso fiquemos por aqui!

Talvez num dia em que tenha mais tempo publique qualquer coisa em específico.

Fisioterapia


Esta profissão está a fascinar-me cada vez mais. Nos primeiros dias de aulas, todos os nossos professores e colegas tudo fizeram para que nós, os caloiros, percebêssemos o impacto que podemos ter na vida de alguém. Ficava completamente deslumbrada a ouvi-los falar das experiências que já tiveram ao longo da sua carreira profissional, das lições de vida que esta área lhes(/nos) proporciona(rá) e das grandes marcas que ficam num Fisioterapeuta. 

Apesar de a Fisioterapia actuar ao nível da prevenção e promoção da saúde, da investigação... não deixa de me fascinar a que é a mais conhecida pela generalidade das pessoas - a Reabilitação. Engloba sempre um conjunto de pessoas que sofreram alterações nas suas vidas e que, ao longo deste processo, nem sempre aceitam a condição em que se encontram. São situações muito delicadas, nem sempre fáceis de contornar, exigindo por isso, da parte do Fisioterapeuta uma grande capacidade para entender todo aquele mundo que pertence a quem é tratado por ele. 

Cada pessoa tem as suas fraquezas, as suas angústias, as suas limitações (quer sejam de ordem física, psicológica ou até mesmo financeira), mas também cada uma delas tem os seus pontos fortes, os seus talentos e as suas inspirações. Há que ter em conta toda a personalidade desse alguém que se apresenta perante a nossa pessoa. Há inúmeras formas de resolver um problema e há que adequá-las às características desse alguém. Sobretudo, ter sempre em mente que as necessidades e possibilidades são diferentes em todas as pessoas.

Fisioterapia é mais do que uma profissão. É (aprender a) ser Humano!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Aniversário de Aguarela


Há um ano atrás, com as clássicas resoluções do novo (agora «velhinho») ano, iniciei este blogue, não sabendo ainda muito bem o que me esperava... O que é certo é que estou ainda a aprender a partilhar com amigos as minhas palavras. Fico sempre muito nervosa quando vejo alguém a ler o que escrevo, talvez por dar demasiada importância às palavras. Preciso delas. E preciso também de as partilhar.
Disse-lhes que tinha criado um blogue e deixei-lhes o link, caso o quisessem visitar.
Por vezes, comento com uma amiga algumas palavras e recebo críticas e sugestões para este pequeno mundo.

Há alturas em que não apareço muito por aqui, maioritariamente por falta de tempo. 

Não fugindo ao assunto pelo qual hoje aqui me pronuncio, quero deixar nestes arredores desejos de um 2015 cheio de paz, muita paz, saúde, pessoas dignas da nossa amizade e especialmente aquilo que hoje falta a muita gente - a força e vontade de sonhar!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Estás-me de volta


Estás-me de volta! Consigo ouvir o silêncio outra vez... Olho para as janelas e vejo árvores verdes e vivas que dançam harmoniosamente. Consigo sentir os ponteiros do relógio a hesitar... e consigo ouvir o teclado tocado pela senhora da Biblioteca. Vejo um vazio enorme dentro de mim. Estás-me de volta. Aquela apatia e desinteresse por qualquer coisa... És tu. Eu sei, sinto-o! Odeio-te, mas não quero que saias de mim.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Saudades de uma história que não é minha


Vejo inúmeras fotografias da minha tia. Não sei o que pensar, nem o que dizer. Fico sem palavras ao olhar para aquele passado tão dela, mas que preenche este meu pedacinho de presente.
Naqueles dias, eu nem era sonhada na mente dela. Sei que era feliz da maneira como vivia. Consigo senti-lo pela expressão que tinha.
Tudo nela me parece perfeito: os olhos brilhantes e cheios de vida, as mãos pequenas e delicadas e o cabelo solto, natural, misterioso... Olho para ela e vejo alguém que me inspira, que me dá alento e que, acima de tudo, sorri quando me vê! Faz-me sentir segura e amada. Faz-me ser criança outra vez!
Há pessoas que deviam saber o quão importantes são para nós. Apesar de tudo o que lhes dizemos e fazemos, parece-nos sempre que é insuficiente para lhes conseguir explicar este sentimento tão forte, tão (e)terno que temos por elas. Não consigo demonstrar, de forma lógica, aquilo que sinto. Assim como não consigo descrever o que sinto quando alguém me abraça, também não consigo descrever este amor.
Amo-te como se fosses minha mãe. Só te quero ver feliz!
Todas as tias deviam saber o quanto são amadas, porque todas elas amam os sobrinhos como se fossem os seus filhos. Eu sei disso, tia! Tu é que tomaste conta de mim. Tu é que viste o meu primeiro dente de leite cair. Não foste uma ama. Foste uma mãe!
Para todas as tias... um obrigada do tamanho do mundo, do fundo do coração, por serem as mulheres que nos amam incondicionalmente, sem sermos filhos delas!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Quando te tiram o mundo


Querido...
Primeiro de tudo,confia em ti!
Confia em ti porque precisas disso e, se não confiares em ti, como cativas a confiança do outro?
Confia porque te tornas VULNERÁVEL! Pode ser bom. Pode ser mau. Mas tens de acreditar que o mundo foi feito para nós e é um desperdício viver só! Fomos feitos para acreditar, para ter fé. E só assim poderás afastar a solidão triste que acompanha a desconfiança!
Confia porque terás motivos para sorrir e para fazer sorrir.
Confia porque será um gesto muito teu, muito importante, para fazeres crescer um jardim no teu coração.
Confia porque aprenderás a voar sem asas.
Confia porque aprenderás a ser Humano.
Confia porque quem confia é mais feliz.
E se correr mal (porque pode correr), não feches os olhos... Acontece o que tem de acontecer por algum motivo. Não julgues o resto do mundo porque UM te fez acreditar que não valia a pena!
Eu sei que quando te tiram o mundo, ficas sem chão, sem onde pousar os pés.
Perguntas ao Inverno por que é ele tão frio em ti! E ele, de tão gélido que é, não te responde e ainda te pisa os dedos já feridos.
Não consegues perceber a razão de todo o abismo que se instala repentinamente. O resto não importa e só queres deixar de viver. Com o mundo em cima de ti, vês-te sozinho e não te consegues levantar.
Pensavas que, se não fosse para amar, nada valeria a pena. Hoje, fizeram-te acreditar que o que não vale a pena é amar. E é tão triste pensar assim! É tão triste estar triste!
O que eu dava para te dizer que estou aqui para ti! Que te amo, independentemente do que possa acontecer amanhã, quando virmos o sol.
Disseram-te para não te agarrares tanto às pessoas. Tentaste, mas não conseguiste! É inevitável, eu sei! Para onde quer que vás, terás necessidade de te prender a alguém. De agarrares alguém com a tua vida. É humano precisares de um pilar. De um alicerce que te sustente os pés quando perdes a força e cais.
De tanto andares, parece-te que já não é fiável ter alicerces, porque também eles podem cair ou, no pior dos casos, serem eles mesmos a derrubarem-te, por mais inacreditável que te parecesse até então! Aí, perdes o poder de confiar. Quando perdes isto, perdes o mundo. Quando te tiram isto, tiram-te o mundo. Mas as coisas acontecem e todos erramos!
Por isso te peço, meu doce, que não deixes de acreditar. Não deixes de acreditar que faz bem acreditar. Nunca!
Quero que sejas feliz na tua linda e longa vida. Quero que um dia digas que valeu a pena e que acredites que amar é de facto o que te faz continuar por aqui! E que, se não fosse para amar, tudo seria em vão!
Pois agora digo-te eu (e isto vale o que vale) que, por mais impensável, por mais impossível que possa parecer, há sempre alguém em que mereces confiar.
Hoje, não te escrevo palavras bonitas nem organizadas. Mas escrevo-te com esperança de que acredites!
E acredita, meu amor, que a vida é tão mais bonita quando confias! A vida é tão mais bonita quando tens alguém ao teu lado!

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Escrevo-me

Máquina de escrever do meu avô - Olivetti STUDIO 45
(Fotografia da minha autoria. Por favor, não a utilizar sem autorização prévia.)
Estou aqui. 
Sentada a escrever, no quarto habitado pelo Inverno... lembro-me de mim. As memórias escurecem. O papel está a conhecer-me.
Levo horas para encher toda uma folha. Penso e sinto e escrevo. Penso e sinto e escrevo.
As minhas mãos segregam a seiva que a folha, pálida e fria, necessita para viver. Os meus dedos, ansiosos por recordar, tremem ligeiramente na caneta macia.
Escrevo-me.
Letras pretas caem por fim onde têm de cair. Amarguradas algumas, indiferentes outras... mas sempre esperançosas as do presente! Porque se não fosse para continuar, o Sol já havia deixado de nascer para toda a Terra há muito, muito tempo.
Agora, estou no papel, em tinta, em aroma que flutua na história. Na minha pequena, pequeníssima história. Na minha insignificante história.
As palavras trouxeram-me magia. Sem querer, caí com elas num poço de segredos e mistérios. Fiquei!
Escrevo-me para continuar. Para amanhã sorrir com a aurora e descansar com o crepúsculo. Outra vez e outra vez! Para amanhã conseguir dizer Amanhã!

Onde estás, poesia?


Está aqui... e aí ao mesmo tempo!
Está em todo o lado. 
Bem cedo, na beleza da aurora. No nevoeiro que nos envolve e nos aconchega. Na chuva, agressiva e cinzenta. No vento que passa por nós no Inverno e na brisa que desliza connosco no Verão! Na mares
ia encantadora. Nestas areias lusitanas!
Aqui, onde estou. Aí, onde está!
No ar que respiramos quando pensamos nas palavras, no ritmo, na música. No silêncio. Até me parece que há algo de poético na ausência da poesia. (Mas estaria a contradizer-me porque afirmo que ela está sempre em todo o lado...).
Na luz efémera que não vemos das nossas almas.
Na Saudade!
Nas suas palavras. Em si! Em nós! No Mundo e no Amanhã!