quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Feliz Ano Novo aqui!


Espero que tenham todos umas boas entradas e que 2016 seja melhor que 2015!
Divirtam-se e sejam felizes!

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

As boas vindas a 2016


Bem, mais um ano está a chegar ao fim e outro se aproxima!
Como o blogue faz dois anos hoje e estamos num período de transição, pergunto-vos o que acham do blogue, o que pensam que está mal e poderia melhorar, sugestões de publicações... enfim, o que quiserem! Estou aberta a questões, se as quiserem colocar :)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Eu estou aqui...


Às vezes, um «Eu estou aqui!» faz toda a diferença... 
Às vezes, um «Eu estou aqui!» é toda aquela força que precisamos de ouvir e de sentir. 
É muito importante, não só no contexto que foi discutido numa aula - Doenças Oncológicas - mas também noutros conflitos que há em todas as nossas vidas, saber e sentir que podemos falar com alguém sem tabus sobre aquilo que nos atormenta.
Faz parte do ser humano partilhar as alegrias e construir a felicidade, mas sobretudo contar com alguém, não para nos lamentarmos de tudo e mais alguma coisa, mas para dividir aquele sofrimento que às vezes nos rói por dentro, aos poucos, quase sem darmos conta, e que mais tarde rebenta numa tempestade incontrolável de lágrimas, sabe-se lá onde!
É esse «Eu estou aqui!» (que muitas vezes não existe, ora por vergonha, ora por medo ou até mesmo por se achar que não é assim tão importante) que é o «gatilho» para um muito mais fácil processo, chamemos-lhe assim, de depósito de confiança em alguém! Porque muitas vezes calamos aquele grito preso na garganta pelo excesso de lucidez, pela consciência de que se começarmos a falar, vamos acabar a chorar, ou por aquela falta de coragem de chorar que muitos temos para aparentar a ausência de fragilidade, quando na verdade é ela que está mais presente! Escrevi uma vez e volto a escrever isto, porque acho que faz todo o sentido:
Frágeis somos porque nos derretemos em mágoas, tantas vezes desnecessárias, e engolimos de volta a água turbulenta que tenta sair pelos olhos.
Frágeis somos porque nos mentimos e desencantamos, quando não queremos ver, nem aceitar a verdade.
Frágeis somos porque tentamos enganar a vida e a morte, sem saber que são elas que nos enganam.
Frágeis somos porque caímos, vezes tantas, em calçadas cinzentas que pensávamos conhecer.
Frágeis somos porque nos afundamos, sem querer, em Mondegos perfeitos.
Frágeis somos porque amamos, porque sofremos e porque voltamos a amar.
Frágeis somos porque sonhamos. E o sonho é o nosso bem mais frágil.
Frágeis somos porque acreditamos. E a esperança e a fé não foram feitas para zombarem delas.
Mas, acima de tudo, frágeis somos porque achamos que a fragilidade não toca no Homem.
Frágeis somos e frágeis vivemos...

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Feliz Natal aqui!


E o dia 24 já chegou! O dia vai dar muito que falar, muitas tarefas a cumprir e muito para preparar! 
Espero que tenham todos um jantar quentinho com as vossas famílias e que o dia 25 seja igualmente doce à vossa maneira! Aproveitem os momentos e os miminhos!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Livros que pintaram o meu 2015


De tudo o que li ao longo deste ano, tenho necessariamente de destacar a obra de Sophia de Mello Breyner Andresen. Uma das coisas que queria fazer este ano era precisamente conseguir ler o máximo da sua Obra Poética, e consegui! Consegui adquirir o livro em fins de Agosto/princípios de Setembro, se a memória não me falha, e aos fins-de-semana, quando vou a casa, leio sempre um pedaço, antes de me deitar. E é tranquilizante! E é uma poesia incrivelmente fresca e com cheiro a mar. Às vezes, penso que se a minha avó um dia tivesse sido escritora, teria demonstrado em palavras o amor pelo seu Mar, exactamente como Sophia. Ao lê-la, lembro-me da praia da minha infância, das poças de água onde eu imaginava mundos, das algas, das rochas, da vida marinha, das pescas dos meus tios, dos meus Verões serenos de criança! É claro que a sua poesia não é só sobre o mar, mas é muito característico dela este tema, o que me fascina imenso, porque o mar é de facto incrível e de certa forma um mistério de serenidade e ao mesmo tempo de tormento. O mar é único, grande e infindo! E Sophia, tenho a certeza, «voltou para buscar os instantes que não viveu junto do mar!».

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

domingo, 22 de novembro de 2015

Pinto o meu coração de ti e o teu de mim (completo)


Às vezes, só precisamos de um assunto para escrever... Outras de um abraço e outras de alguém que nos parta o coração. Já não sei o que foi feito de ti. Aquele teu sorriso constante que iluminava a tua presença está a desaparecer, aos poucos, sem mesmo tu te aperceberes. Essa alegria de viver que antes perseguias e distribuías por quem estava à tua volta está a apagar-se e a deixar-se morrer para dar lugar a um estado quase apático, de ti invulgar, diria eu quase impossível há meses atrás. Tornaste no passado a tua presença de tal maneira inconfundível que esta quase repentina morte interior te deixou cada vez mais distante, mais triste, mais só! E nós, sem sabermos o que fazer para te trazer de volta. Nós, sem sabermos o que/quem te levou o sorriso! Quando é que te perdeste? Quando é que abandonaste esse teu coração rosado, por aí, ao vento? Volta, por favor! Volta! Pinto o meu coração de ti e o teu de mim para tentar trazer-te de volta. Talvez assim te consiga devolver toda a cor que me deste! Talvez assim relembres a cor que tinhas e todas as outras que criaste para nós!

sábado, 21 de novembro de 2015

A Menina do Mar, de Sophia de Mello Breyner Andresen

Fotografia de minha autoria

A minha infância está a voltar a visitar-me! Que bom que é ler estas palavras tão únicas e fantásticas! Que nostalgia... este tempo de obras tão maravilhosas!

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Smoking


TAG - Certified Bookaholic


Do blogue da C. , a quem agradeço uma vez mais! Ela nomeou-me para fazer esta TAG já há algum tempo, mas só agora tive um tempinho para me dedicar a responder com calma!
  1. O primeiro livro/colecção que te vem à cabeça
    Ulisses. Li-o no 6ºano em Língua Portuguesa e acho que foi por esta altura que comecei a QUERER escrever CADA VEZ MAIS...
  2. Um livro que dizes a todos para não ler 
    Não me lembro de ter dito a alguém, alguma vez, para não ler livro x. Posso, quanto muito, dizer que não gostei desse livro, mas não digo para não lerem. Gostos são gostos...
  3. O livro mais caro e o livro mais barato que tens (oferecidos não contam) 
    Livro mais caro: Obra Poética, de Sophia de Mello Breyner Andresen
    Livro mais barato: As coisas mais simples, de Nuno Júdice
    Ambos de poesia... coincidência?
  4. Conto de fadas favorito 
    Uma questão bem colocada... dá que pensar... mas acho que todos os que ouvi/li em criança me fascinaram de alguma forma característica.
  5. Top 3 das tuas personagens favoritas (sejam principais ou não) 
    Liesel, de A Rapariga que Roubava Livros
    David Martin, de O Jogo do AnjoSofia,  de O Mundo de Sofia
  6. Top 3 das personagens que menos gostaste (sejam principais ou não)
    Andreas Corelli, Barrido e Escobillas 
    de O Jogo do Anjo
  7. Top 3 de lugares que existem só em livros que gostarias de visitar 
    Alban, de ShadowfellO Cemitério dos Livros Esquecidos, de A Sombra do Vento
    Hogwarts, do Harry Potter
  8. Uma personagem que trarias à vida real 
    A famosa Menina do Mar!!!!!!!!!!!!!
  9. Um livro que te fez feliz 
    Toda a obra de Sophia de Mello Breyner Andresen.
  10. Um livro que te fez chorar
    Morreste-me
    , de José Luís Peixoto, do princípio até ao fim.
  11. Um livro que te fez pensar
    O Mundo de Sofia
  12. Um livro que te fez rir
    História Alegre de Portugal
  13. Pior adaptação cinematográfica de um livro 
    Não tenho nenhuma em mente.
  14. Livro(s) que vais ter que reler 
    Os mesmos que me fizeram feliz!
  15. Um livro que te vez voltar uma página atrás devido ao choque
    A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón
  16. Um livro que aches que esteja incompleto
    Corações Gelados
  17. Um livro com um final inesperado
    A Culpa é das Estrelas
  18. Um livro que terminou num cliffhanger
    Não sei bem se devo considerar que já li algum que tenha mesmo terminado numa situação assim...
  19. Um livro com um final de arrancar cabelos
    As Palavras que Nunca te Direi
  20. Uma citação importante 
    Importante para mim?
    Uffff... tantas...
    Destaco estes versos de Sophia:
    «Mar, 
    Metade da minha alma é feita de maresia.»«Quando eu morrer voltarei para buscar/Os instantes que não vivi junto do mar»
  21. Uma música perfeita para ler
    Qualquer uma de Ludovico Einaudi!
    Ah, e esta (só vos deixo um pedacinho): Beethoven !!!

domingo, 8 de novembro de 2015

O que foi feito de ti?


O que foi feito de ti? 
Quando é que te perdeste? 
Quando é que deixaste esse teu coração abandonado por aí, ao vento? 
Volta, por favor! Volta!

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Carta a uma (c)idade



Coimbra, 25 de Outubro de 2015
Coimbra, querida cidade,
Impossível não esboçar um sorriso  num dia como este. Quando atravessávamos a Ponte de Santa Clara, virava-me para trás, de quando em quando, para respirar a beleza única que me chegava de ti e do teu rio. Ah, Mondego, sangue desta cidade lusitana. 
Coimbra, minha cidade, que felicidade é atravessar as tuas pontes, voar sob o teu rio, com a capa negra pesada aos ombros, relembrando momentos feitos de instantes de pura alegria. Que medo que nasce dentro de mim, do Amanhã, da possibilidade de ter de te deixar parada no tempo, naquilo que um dia será apenas a mais bela recordação que terei da minha juventude! Que medo antecipado que sinto neste meu coração ansioso e já nostálgico! Mas compreendo que assim tenha de ser. Nada, nem ninguém é eterno e basta-nos o tempo como prova. Todos os que por ti passam sentem a vontade de voltar atrás no tempo. Se tal fosse possível, perderias todo o teu encanto, pois deixarias de ser a eterna cidade que não é eterna. Tudo tem o seu tempo e tu terás o teu em cada vida que cruzas. Escolheríamos viver-te vezes sem conta até te gastarmos o significado e tudo ganharia uma cor cinzenta pela constância, por te repetirmos indefinidamente até nos esquecermos do peso que tens certamente na vida de cada um de nós. Tornar-te-ias quotidiano, algo constante, repetitivo e cansativo e acabaríamos por apagar essa tua luz que carregamos desde o dia em que te conhecemos.
A tua magia, feita de história, de pessoas e de tradição, ensina-nos o verdadeiro significado da Saudade! De ti, cidade, não quero guardar mais do que a mais incrível aventura que me proporcionarás nestes anos de estudante. Quando acabar (e vai acabar, assim como tudo na vida), vai custar. Sim, eu sei que vou sangrar lágrimas do coração até rasgar a alma. Mas serei para sempre tua, até morrer!
Escrevo-te com as mãos a tremer, os olhos a chorar e o coração a arder! Escrevo-te a sentir-te, aqui e agora, no presente, no instante em que te vivo, no passado do meu futuro.
Nunca conseguirei traduzir em palavras o que a minha alma sente. É simplesmente demasiado infinito para uma pequena caneta pintar entre linhas!
Que sejas o encanto de muitos, para sempre!
Com todo o meu amor e já Saudade,
Carolina Ferreira

sábado, 24 de outubro de 2015

Seria eu para sempre Mar


Mergulhei num mar que não é azul, nem cristalino, mas aconteceu numa praia de ondas perfeitas. Tropecei numa rocha escondida pelos meus olhos e caí na areia fria sem me magoar. Deixei-me ali, deitada, a saborear aquela brisa salgada que me beijava o rosto e me soprava os cabelos, caracóis de avelã pendurados que caíam pelas costas e dançavam ao som do marulhar, a música que o mundo criou para nós. A areia colava-se aos meus braços e às minhas pernas e eu sentia o sal a passar da pele para o sangue. A minha voz voava ao ritmo da minha imaginação e cantava poemas de uma (c)idade inventada e esquecida. Comecei a ouvir sussurros que não se calavam, vindos do horizonte, e continuavam, continuavam, até se tornarem gritos imperceptíveis que me explodiam a cabeça. Aproximei-me da água para os calar, mas gritavam cada vez mais alto. Desesperada, entrei na água. Dentro do mar, os gritos transformavam-se em cantigas doces e ternas! O mar era o Mar! O mar era o meu lar e seria ali que eu ficaria eternamente, a flutuar na espuma branca das ondas que davam à costa. Tornar-me-ia nas partidas e regressos constantes às arribas da terra da beira-mar. Seria eu para sempre parte do mar! Seria eu para sempre Mar!

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Angústia


A angústia é viciante, sabiam?
Após aquelas duas tentativas de sair deste mundo, sem sucesso, sinto-me a coisa mais inútil à face da terra. Nem deixar de viver consigo!
Esteve aqui a pessoa mais importante para mim e eu não fui capaz de lhe falar. Só olhei para aqueles olhos aflitos e assustados e deixei-me chorar à sua frente. A minha fraqueza tinha acabado de acordar diante dos seus olhos. Mas eu já não conseguia mais. Já tinha feito o que tinha a fazer e já tinha amado o que me fora dado para amar... e foi mais do que suficiente. Eu é que fui fraca. Não consegui dizer nada. A minha voz tinha desaparecido e uma tosse seca e sem fim tomava conta de mim. Sentia-me a morrer, mas a minha vida insistia em ficar comigo! Ela deu-me a mão e contou-me a sua história. Esperava que eu a ouvisse e que não me sentisse mais sozinha. E não senti. Mas há coisas que sinto dentro de mim que não consigo explicar de maneira nenhuma. Aquela criação de ainda mais laços e toda aquela intimidade nua e crua, ali, naquele quarto de hospital, fez-me ver a verdadeira pessoa que ali estava. Alguém como eu. Alguém com sonhos apagados e realidades acesas na mente. Alguém que havia estado no mesmo lugar que eu, por motivos completamente diferentes, mas de estranha semelhança no modo de lidar com conflitos. A diferença é que ela é uma pessoa incrivelmente mais forte e determinada do que eu. Ela mereceu passar por cima de tudo e conseguir continuar. Mereceu cada instante de felicidade que lhe foi proporcionado depois. É uma mulher. Uma grande mulher!

*fictício

domingo, 18 de outubro de 2015

Para escrever


Às vezes, só precisamos de um motivo para escrever... Outras de um abraço e outras de alguém que nos parta o coração.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

terça-feira, 6 de outubro de 2015

sábado, 3 de outubro de 2015

sábado, 19 de setembro de 2015


Tão bem escrito. Tempo não é dinheiro... Tempo é amor!
A saudade aperta tanto e eu não consigo passar por cima dela!

sexta-feira, 11 de setembro de 2015


A única coisa impossível de mudar nas nossas vidas é se algum dia tentarmos acabar com elas! Há uma grande probabilidade de não podermos mudar o que foi feito, pois se deixarmos de existir, deixamos de poder escolher! 

quarta-feira, 9 de setembro de 2015


Houve, em tempos, um caderno. Sem nome, sem número. Talvez tivesse mesmo de ter sido assim porque acabei por queimá-lo. Entreguei-o à inexistência das coisas. Chamemos-lhe o caderno zero, aquele que existiu para ser esquecido, para se tornar inexistente, porque não foi nunca lido por ninguém a não ser pela pessoa que o escreveu - eu.

domingo, 6 de setembro de 2015

Poeira de Guerra


Todos ali a enganar o engano. A dizerem adeus aos que sabiam não voltar, com um sorriso, disfarçando a angústia das entranhas. Cada bomba lançada deixava a morte atrás de si. Cada som aterrador a romper a terra com a força do vento era como menos um dia de vida em cada um deles. Era menos uma esperança, menos um sorriso, menos fé, menos vida a cada dia que passava. Todo aquele pesadelo tornava a fome um mal menor.
Chegaram dias em que o sol era um estranho. Chegaram noites em que o silêncio era uma bênção. E como o hábito faz o monge não tardou que aquele ar, respirado por toda a cidade vezes sem conta, saturado de medos e desabafos, se tornasse num veneno cujo antídoto se encontrava junto ao fim da guerra. Junto ao horizonte, lá longe, quase, quase inalcançável.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Tia Ema


Lembras-me a tua irmã... a minha avó!
És tão grande nesse teu corpo pequeno, a fingir que és a mulher mais forte do mundo. A dizer à terra que estás bem e que não precisas de nada, quando estás mal e precisas de tudo! A perguntar aos teus se precisam de (mais) alguma coisa, como se te ter a ti já não bastasse. Como se não nos chegasse ter alguém como tu no nosso coração! Só precisamos que sejas feliz!
Mesmo quando já não te lembras de mim, eu faço questão de te dar um beijinho nesse rosto cheio de tempo, histórias e memórias e dizer-te outra e outra vez quem sou. E tu dizes «Ai, mas que crescida e que bonita que estás!». E eu sei que, apesar de o dizeres, a tua cabeça não te deixa recordar esta criança que te escreve.
Eu recordo-me de ti assim como recordo a minha avó! Duas irmãs da terra do mar, com almas de ouro, em corpos pequenos, magros e frágeis, berços de duas grandes mulheres, que o tempo tem pressa de me roubar!

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

O mundo é dos que têm voz


Querida,
O mundo é dos que têm voz... não percas tempo, minha filha, vai! O mundo não espera por ninguém e tu também não devias esperar pelo Mundo. Atira-te a ele e agarra as suas asas para poderes voar!
Olha para ti... de menina a mulher. Cresceste em ti e em mim. És grande! E agora, estamos longe, tão longe! Perdoa-me se não me consegues ouvir a sussurrar ao vento que te amo, que sinto a tua falta e que tu foste a razão pela qual me levantei todos os dias para continuar a lutar contra aquilo que me pesa no corpo! Perdoa-me, embora nesta história não haja culpados. Apenas as circunstâncias mudaram e temos de as aceitar para conseguir seguir em frente.
E peço-te para que o amor não nos deixe enquanto vivemos! Peço-te que nunca desistas do amor, porque sem ele a vida não é nada!
O teu pai, este homem que te escreve, já não tem a força da flor da tua idade. Estou preso ao que resta de mim e a um pedaço de metal com rodas que me leva aos quatro cantos desta casa onde houve felicidade, em tempos. Mas conhecendo a tua história, a tua coragem e a tua garra (igual à da tua mãe), estou certo de que mudarás vidas. Tocarás a vida de quem mais precisa de ti, sei disso! E fico tão orgulhoso da minha filha. 
Faz o que te traz mais felicidade com todo o teu coração e terás em ti todos os sonhos possíveis! Serás a mulher que sempre desejaste ser e tornarás o que te rodeia mais doce e com mais cor e com mais fé!
Continua a elevar-te,
Com o maior carinho,
Pai

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Em dias de Saudade


Em dias de Saudade, percebeu que o que sentia agora já não era amor! Percebeu que o amor morrera e que o que reinava agora em si eram apenas memórias desvanecidas de um tempo que não tinha regresso!
Em dias de Saudade, ela desesperava, respirava fundo e voltava a si. Depois, fugia outra vez do calor de corações!
Em dias de Saudade, desistiu de relembrar o amor e de amar. Não conseguia fazê-lo com mais ninguém. Estava tão presa ao que já não existia que se tornou incapaz de ser feliz com outro alguém!

segunda-feira, 20 de julho de 2015


É super normal temermos a infelicidade de alguém, especialmente a de quem mais amamos! E não temos de ter vergonha disso!
...
Que a felicidade seja a certeza mais certa em todos nós!

Força


Ninguém é tão forte a ponto de NUNCA deixar de o ser!

sexta-feira, 17 de julho de 2015

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Cidade da Saudade



Olho para ti e não te vejo!
Fugiste deste mundo para sonhares no Céu. Voaste desta Terra para te elevares nesse Vento.
Percebo a razão dessa fuga súbita, desejada e inesperada. Compreendo os teus erros e nunca entendi os meus. Sigo os teus passos e apago as minhas pegadas no caminho de poeira macia.
Porque não me levaste contigo?
Porque me deixaste aqui, a sentir a tua falta, a ver o tempo, a implorar que o tempo passe, a pedir aos deuses que me levem também para junto de ti?
Não me disseste palavras mágicas. Cantaste-me palavras tuas, numa doce melodia, que guardo ainda hoje no intangível do meu ser.
Não te sinto comigo há muito tempo e, mesmo assim, atrevo-me a pedir-te que me abraces como só tu sabes. Encosta o teu coração no meu e deixa-me ouvi-los a baterem, cheios de emoção por se juntarem outra vez. Enrola os teus braços no meu pescoço e cobre-me do mundo. Deixa-me deitar a minha cabeça no teu ombro e encostar o meu rosto no teu pescoço. Deixa-me abrir os braços e fechá-los em ti.
Vamos às estrelas contar os planetas e depois voltamos para baixo para inventar luas e sóis.
Vem comigo à cidade da Saudade partilhar lágrimas silenciadas pela consciência da realidade.
Depois daquele dia, chorei uma noite inteira, sem conseguir parar. Esgotei a água salgada que havia em mim. Desde então que não deito uma lágrima que seja destes meus olhos. A dor é tão grande, tão infinita e não consigo chorar, para a acalmar! Não percebo! Não entendo!
Este meu coração deve ter transformado a minha Saudade em vidro. Lá dentro, cacos afiados, enterrados no coração que o apertam cada vez mais e não deixam a água sair para lavar este sentimento tão inexplicável.
Este meu coração está a morrer para te ter aqui, mais uma vez, junto a mim!

terça-feira, 30 de junho de 2015

Frio

 
(...)
Magoam-nos muito e torna-se amargo saber que pode voltar a acontecer. E de tão amargo que é, criamos uma cápsula de gelo à nossa volta, para servir de protecção à nossa alma!

Ler


Devíamos ensinar o mundo a gostar de ler. O mundo precisa de gostar de ler!

terça-feira, 23 de junho de 2015

Protejo-me do mundo com um sorriso


Prendi o meu coração.
Enjaulei-te em grades de diamante.
Deixei-te longe, lá longe.
Não procurei mais por ti.
Prendi o meu coração. 

Fugi do amor.
Venci a melancolia.
Arranquei coisas boas e coisas más daqui.
Queimei o tempo.
Fugi do amor. 

Derrotei a mágoa.
Risquei o que era caminho e desenhei onde tudo era confusão.
Apaguei-me do mundo.
Arruinei memórias e pensamentos.
Derrotei a mágoa.

Encontrei-me sem ti.
Deixei de ver o meu chão.
O meu céu perdeu o azul e o sol.
A minha noite esqueceu as estrelas.
Encontrei-me sem ti. 

Protejo-me do mundo com um sorriso.
Cosi as minhas palavras aos meus sentimentos e afoguei-os.
Cortei o meu sangue e deitei-o ao Mondego.
Camuflei a minha carne com uma armadura de ferro.
Protejo-me do mundo com um sorriso.

sábado, 20 de junho de 2015

Tempo


Foi eterno enquanto durou.
Está na hora de entregar o Passado ao Tempo.

Maresia

Hoje, na minha praia paraíso.
Fotografia da minha autoria. Por favor, não utilizar sem autorização prévia.
Consigo fechar os olhos e sentir o som das ondas de sal no meu rosto. Leio o que escrevo em voz alta e percebo que o Mar e a Poesia são irmãos. Ouço a minha voz trémula e ansiosa que me diz que um dia serei Mar. Sinto as areias douradas na minha pele branca, branca, branca. As gotas de água salgada lavam-me o corpo cansado. Respiro, sinto e vivo o Mar. 
O marulhar é a Música que o Mundo criou para nós. É a cura mais poderosa para uma alma perdida, fria e só. 
E tudo isto me limpa a alma extasiada de tudo e de nada.

sábado, 13 de junho de 2015

...


E quando pensamos que é impossível amar alguém mais do que já amámos, mostram-nos que estamos errados!

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Ter-te aqui...


Eu quero ter-te comigo!
Só comigo.
Sou egoísta com o mundo porque te quero só comigo.
Mas que hei-de eu fazer ao meu coração?
Mandá-lo embora para seres livre?
Ele agarra-te com tanta força que não consegues voar.
Desculpa, meu amor, por te querer tanto comigo!
Desculpa, meu amor, por não conseguir deixar-te voar!
Tens de me ajudar a fazê-lo. Amo-te e só te quero ver feliz! E se és feliz a voar, ensina-me a ajudar-te a abrir as asas!

terça-feira, 9 de junho de 2015

Tempo


O tempo não existe para mim.
Eu queria estar com os teus olhos, a dançar com eles no horizonte e a contar estrelas em noites quentes de Verão.
Sinto falta de alguém como tu. De alguém que me ensinava e que me conhecia melhor do que eu.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

domingo, 31 de maio de 2015