domingo, 29 de março de 2015

sexta-feira, 27 de março de 2015

Existo?


Não passamos de criações temporárias concebidas por um prazer qualquer...

Lua Cheia


Hoje é noite de lua cheia. E eu não a vejo. Mantos escuros escondem-na de mim e de outros curiosos, únicos e extravagantes.

quarta-feira, 25 de março de 2015

terça-feira, 24 de março de 2015


Se não houvesse música, eu já estaria morta.

Sonha


Se não posso viver a realidade, deixem-me sonhar com as histórias. 
Um dia, dirão que sou louca. Nesse dia, direi que é mentira, que sou apenas mais uma sonhadora.

domingo, 22 de março de 2015

Mundo II


Caramba! E o que seria do mundo sem palavras?

Mundo I


Como seria bom se o mundo fosse poesia!

Coração Só


A folha de papel, amarrotada e abandonada na secretária, grita. Esforça-se para conseguir ser ouvida. Cheira a suor e a lágrimas tristes e desesperadas. Cheira a derrota. Deixá-la ali, desamparada e friorenta mais um dia, seria um acto de maldade. Francisco Gabriel apanhou-a, desembrulhou-a e deu-lhe voz. De repente ouvem-se passos no corredor. O avô leitor cala-se. Cessa a sua voz antes que alguém o possa ouvir a recitar os versos velhos e esquecidos. Foi ele quem os escreveu... Há uns meses atrás começou a sentir-se demasiado sozinho, demasiado angustiado. Maria Carolina, a sua esposa, havia falecido no mês em que a água se transforma em gelo. Para Francisco, não havia muito mais para ver no mundo. Os passos aproximavam-se serenamente. Os seus olhos seguiam cada linha escrita com uma atenção perturbada pela curiosidade. Ouviu uma respiração...
- Avô!
Era Sebastião, o menino de olhinho verde e cabelinho cor de mel, um dos seus três netos. Francisco abre os olhos de felicidade e os braços de saudade. O seu coração tremia outra vez.
- Vem cá, Sebastião!
Abraçaram-se. O neto sentiu o avô feliz. Deu-lhe um grande beijo nas barbas de avô antigo e grande. Os seus bracinhos, pequeninos, em volta do pescoço carnudo do avô sobressaíam numa espécie de beleza familiar inconfundível.
- O pai e a mãe estão a tirar as malas do carro!
- E a Sofia e o Frederico?
- A Sofia ficou a ajudar os pais... O Frederico vinha mesmo atrás de mim. Se calhar foi à casa de banho.
- Vamos descer e ajudar com as malas também?
- Vamos, avô! Já tinha saudades tuas. E das tuas histórias. Sabes, avô... desta vez também tenho histórias para te contar.
- Que bom, pequenote!


sexta-feira, 20 de março de 2015

Tempestade, a pulsação da Terra


Se eu fosse como o mar, beijaria o céu quando ele chorasse.
Se eu fosse como a chuva, limparia o rosto das árvores secas.
Se eu fosse como as nuvens, voaria nos sorrisos do sol e da lua.
Se eu fosse como as estrelas, iluminaria o coração da noite.
Se eu fosse como uma tempestade, bombearia o sangue da Terra a todos os seus cantos.

Para nós, Mulheres


Para nós que temos o guarda-roupa a abarrotar, nunca «temos o que vestir» e quando temos, arranjamos sempre um defeito.
Para nós que conseguimos aguentar saltos terríveis de meio metro.
Para nós que temos uma colecção de malas, sapatos e biquinis maiores do que o Rio Mondego, mas que nunca o admitimos porque uma mulher que é mulher não recusa uma ida às compras.
Para nós que nunca chegamos atrasadas... os outros é que chegam cedo demais.
Para nós que adoramos comida e docinhos, mas detestamos espelhos e balanças naqueles dias...
Para nós que somos LINDAS (e não sabemos), mas mesmo assim temos sempre o nariz mais torto, as pernas mais gordas e todos os restantes maiores e piores defeitos do mundo e arredores.
Para nós que enchemos as casas de banho de produtos de beleza inúteis aos olhos dos homens.
Para nós que procuramos incansavelmente o elixir da beleza eterna.
Para nós que passamos horas ao telefone.
Para nós que não fazemos a mais pálida ideia daquilo que queremos!
Para nós que nos sentimos tantas vezes inseguras, tímidas e com medo de tentar.
Para nós que somos teimosas que nem uma porta, determinadas e sempre cheias de razão.
Para nós que conseguimos falar com o silêncio e escutar vozes mesmo na maior confusão de ruído.
Para nós que queremos e merecemos ser amadas.
Para nós que amamos incondicionalmente.
Para nós que choramos mares quando mares têm de ser chorados.
Para nós que batalhamos e que lutamos por um Amanhã mais tranquilo.
Para nós que temos neuras inacabáveis.
Para nós que nunca deixamos morrer um sonho.
Para nós que somos solteiras e vivemos a vida sem ter de apanhar meias do chão todos os dias.
Para nós que somos casadas e, para além de apanhar meias do chão todos os dias, temos de fazer almoço e jantar, tratar da casa, do cão e do papagaio, dos filhos e do marido, ir às compras, pagar as contas e, ainda por cima disto tudo, sermos FANTÁSTICAS!
Para nós que somos Mães e temos de ter um coração de manteiga, mas protegidos por uma armadura de diamante.
Para nós que somos Irmãs e que amamos os nossos irmãos com mais de metade dos nossos corações.
Para nós que somos Tias e temos uma caixinha de segredos dentro de nós dedicada aos nossos sobrinhos.
Para nós que somos Avós e que, mesmo a ver e ouvir mal, sem dentes, e cheias de cabelos brancos e rugas conseguimos ser das mulheres mais sábias e amadas.
Para nós que construímos sorrisos e felicidade.
De mim, Carolina, para nós, Mulheres, para nós...


Fotografia


Já olharam para uma fotografia e começaram a chorar?
A fotografia guarda, de maneira tão honesta, um instante, um pedaço de momento, uma lâmina de uma vida.

Ah!


Ah, os olhos dela que brilham em silêncio, no ruído da cidade!
Ah, os seus lábios que cantam memórias com o vento!

Oh, Saudade


Continuo a achar que a Saudade é a única coisa eterna! Nunca se desvanece do nosso coração! Nunca nos larga a alma!

Filhos do Pecado


Nós somos filhos do Pecado! Filhos do sangue venenoso que nos corre nas veias. É por isso que é tão difícil não pecar. Quando damos por nós, lá estamos a pecar novamente, a manchar o coração e a sujar a alma.

Temos de ouvir, de escutar a bendita voz sagrada. De falar com ela, de agradecer, de orar, de acreditar. Porque ela existe e nós... Nós só nos apercebemos disso quando a desgraça/o «fim do mundo» nos bate à porta. Mas também é preciso saber dar graças pelo que temos e porque estamos bem, porque é aí que se vê a bondade divina... A saúde, o amor, a família (de sangue ou não)! 

domingo, 1 de março de 2015

Pincel de Deus


Os homens são os pincéis que pintam a tela de Deus. Se és um deles, cuida dos movimentos que fazes!