quarta-feira, 29 de julho de 2015

Em dias de Saudade


Em dias de Saudade, percebeu que o que sentia agora já não era amor! Percebeu que o amor morrera e que o que reinava agora em si eram apenas memórias desvanecidas de um tempo que não tinha regresso!
Em dias de Saudade, ela desesperava, respirava fundo e voltava a si. Depois, fugia outra vez do calor de corações!
Em dias de Saudade, desistiu de relembrar o amor e de amar. Não conseguia fazê-lo com mais ninguém. Estava tão presa ao que já não existia que se tornou incapaz de ser feliz com outro alguém!

segunda-feira, 20 de julho de 2015


É super normal temermos a infelicidade de alguém, especialmente a de quem mais amamos! E não temos de ter vergonha disso!
...
Que a felicidade seja a certeza mais certa em todos nós!

Força


Ninguém é tão forte a ponto de NUNCA deixar de o ser!

sexta-feira, 17 de julho de 2015

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Cidade da Saudade



Olho para ti e não te vejo!
Fugiste deste mundo para sonhares no Céu. Voaste desta Terra para te elevares nesse Vento.
Percebo a razão dessa fuga súbita, desejada e inesperada. Compreendo os teus erros e nunca entendi os meus. Sigo os teus passos e apago as minhas pegadas no caminho de poeira macia.
Porque não me levaste contigo?
Porque me deixaste aqui, a sentir a tua falta, a ver o tempo, a implorar que o tempo passe, a pedir aos deuses que me levem também para junto de ti?
Não me disseste palavras mágicas. Cantaste-me palavras tuas, numa doce melodia, que guardo ainda hoje no intangível do meu ser.
Não te sinto comigo há muito tempo e, mesmo assim, atrevo-me a pedir-te que me abraces como só tu sabes. Encosta o teu coração no meu e deixa-me ouvi-los a baterem, cheios de emoção por se juntarem outra vez. Enrola os teus braços no meu pescoço e cobre-me do mundo. Deixa-me deitar a minha cabeça no teu ombro e encostar o meu rosto no teu pescoço. Deixa-me abrir os braços e fechá-los em ti.
Vamos às estrelas contar os planetas e depois voltamos para baixo para inventar luas e sóis.
Vem comigo à cidade da Saudade partilhar lágrimas silenciadas pela consciência da realidade.
Depois daquele dia, chorei uma noite inteira, sem conseguir parar. Esgotei a água salgada que havia em mim. Desde então que não deito uma lágrima que seja destes meus olhos. A dor é tão grande, tão infinita e não consigo chorar, para a acalmar! Não percebo! Não entendo!
Este meu coração deve ter transformado a minha Saudade em vidro. Lá dentro, cacos afiados, enterrados no coração que o apertam cada vez mais e não deixam a água sair para lavar este sentimento tão inexplicável.
Este meu coração está a morrer para te ter aqui, mais uma vez, junto a mim!