segunda-feira, 30 de maio de 2016

O meu coração...

Fotografia tirada por mim.
O meu coração é todo Poesia!
O meu coração é metade Sophia!

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Palavras


Minha querida,
Não sei que tamanhas dores tinhas dentro de ti para fazeres o que fizeste. Mas sei que o teu coração estava cheio dessa tua beleza, tranquilidade e doçura. Sei que o teu coração estava cheio de poesia para dar ao mundo!
Se eu imaginasse que a tua dor (que eu sabia que existia) era tão grande assim, ter-te-ia dado as mãos, olhado para ti e ter a certeza que sabias a verdade - que és única e que nada te deveria manchar essa pureza e essa bondade. Que nada nem ninguém te deveria roubar a genuinidade! Devia ter-te dito que eu estava aqui, ou aí, sempre para ti! Devia ter-te dito que estava tudo bem! Devia ter-te dado aquele chi-coração de que tanto falas, gostas e distribuis por quem te rodeia! Não vou conseguir deixar de pensar nos «se». Mas agora já não te tenho para me fazeres uma pessoa mais alegre. Já foste para um lugar onde essa dor não te atinge. Já não te tenho aqui, à minha frente, a melgar-me o juízo daquela forma doce e ternurenta que só tu sabias. O (meu) mundo ficou mais vazio, mais só, mais pobre e mais triste sem ti. Fazes falta! Tenho saudades tuas! Uma eterna saudade deixarás neste mundo.
Só não queria que tivesse sido assim. Tu sabias que podias falar comigo! Podias ter-me pedido o que quer que fosse. Só não queria que tivesse acabado assim. Podias agora estar aqui a dar-me mais um dos teus chi-corações que nunca acabam. Podias estar a ensinar o mundo a ser feliz. Não consigo imaginar o que sentias, para o teres feito desta forma. Agora, só tenho palavras escritas e lágrimas para dar ao papel em tua memória! 
Eras e sempre serás uma pessoa magnífica!
Estarás para sempre no meu coração.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Apneia


Pego, tremendo, numa tesoura fria de metal que estava pousada na secretária do escritório e levo-a comigo, assustada, para a casa de banho, onde me escondo do espelho todos os dias. Estou descalça e o chão está duro e frio. Tenho os olhos fechados e o coração semicerrado, entre aquilo que deve estar e aquilo que não pode. Fecho a porta, apesar de estar sozinha em casa. É uma sensação de segurança diferente. Sento-me, por segundos eternos, no tapete cinzento em frente ao chuveiro e penso em nada. Apenas ali, de olhos abertos, mas sem ver nada. Levanto-me. Respiro fundo e olho para o espelho sem vontade, com medo e de olhos molhados. Vejo quem está à minha frente e agarro numa madeixa grossa, volumosa, de cabelo castanho ondulado com uma mão. Com a outra pego na tesoura, de repente tão pesada, e abro-a por cima dessa madeixa. Sem respirar, apneia nascida da angústia, aperto os meus dedos contra a tesoura e ouço, compassadamente, mil e um cortes minúsculos a darem à luz mechas de cabelo perdido. Silêncio silencioso senti dentro de mim, como se o som desses mil e um cortes minúsculos tivessem morto todo o tipo de som do mundo. Não ouvi mais nada até ao próximo corte. Agarrei noutro par de ondas e apertei a minha mão, desta vez confiante, contra a tesoura. E mais uma vez. E outra. E outra. Até esquecer quem fui. Até esquecer quem sou.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

O meu coração é todo Poesia!

Fotografia da minha autoria.
Sabes que não vives sem uma coisa, se não aguentas ficar sem ela durante um dia.
O meu coração também é das Letras!